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João Vaz

Memória política

É habitual as pessoas não se lembrarem do que jantaram na noite anterior.

João Vaz 12 de Março de 2017 às 00:30
É habitual as pessoas não se lembrarem do que jantaram na noite anterior. Em geral, não há prejuízo nisso porque nada conta para o jantar seguinte. É diferente na vida política.

A próxima conclusão das investigações aos sinais de riqueza de José Sócrates e os colossais prejuízos da CGD deviam lembrar-nos do culpado que nos serviram: como é possível que a responsável das dificuldades dos portugueses não seja, de facto, a chanceler Merkel, da Alemanha?

Quatro anos depois, três dos quais com o Benfica campeão consecutivo, é mais natural discutir os pormenores da proeza futebolística do que lembrar- -nos da ‘nova Hitler’. À vista está como se manipula o debate político, fabricando culpados e obstruindo apuramento das responsabilidades.

Ao invés do burburinho, a acusação a Sócrates não será o tempo que demorou a investigar o seu enriquecimento suspeito, nem o crédito malparado da CGD se deve a pequenos empresários e compradores de habitação própria traídos pela recessão e o desemprego.

Além de nos livrar da manipulação, a memória política ensina que enriquecer sem escrúpulos não tem nada a ver com a criação de riqueza.
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