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João Vaz

O dinheiro de todos

Contra o desejável, há quem brinque com o dinheiro de todos.

João Vaz 11 de Dezembro de 2016 às 00:30
O bolo comum da sociedade, ou seja, o dinheiro dos impostos reunido para sustentar e desenvolver o Estado de direito social, está no fulcro das atenções dos cidadãos. Gera escândalo o que se devia coletar e escapa para ‘paraísos fiscais’. Motivam debate e escrutínio político os orçamentos redistributivos e sua execução. Fazem clamar por justiça os desvios e abusos de poder com que se concretiza o enriquecimento ilícito.

Não nos atardemos na infeliz denominação ‘paraísos fiscais’, que torna ‘inferno’ o país onde os contribuintes cumprem as suas obrigações, nem nas doenças que corroem as finanças públicas e a que damos o nome genérico de corrupção.

Olhemos apenas para o que mostra a atualidade: dá que pensar o êxito nos números do PISA 2012-15, em que Portugal é o único país europeu que melhora continuamente o nível educativo desde 2000, apesar de os gastos em educação caírem nestes 15 anos de 4,8% para 3,8% do PIB.

E que dizer do respeito que merece, agora, Paulo Macedo pela boa gestão dos bens públicos, após ser acusado durante quatro anos de destruir, como ministro da pasta, o Serviço Nacional de Saúde.

Contra o desejável, há quem brinque com o dinheiro de todos.

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