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José Diogo Quintela

O Molussini de Loures

A bazófia que André Ventura ostenta também é imitação bera.

José Diogo Quintela 21 de Setembro de 2017 às 00:31
André Ventura, o candidato do PSD a Loures, foi visitar a Quinta da Fonte. Como qualquer candidato em campanha, fez questão de falar com todos os potenciais eleitores. Quer dizer, não foi bem com todos. Fez gazeta e esquivou-se a parte da tarefa. Na realidade, houve preguiça por banda de Ventura. Foi mandrião e baldou-se a falar, justamente, com um grupo de eleitores que considera mandriões.

Não era isso que se esperava de Ventura. Esperava-se que se dirigisse aos ciganos e, idealmente, houvesse algum tipo de confronto. Foi para isso que os jornalistas lá foram.

Ventura acha que os ciganos vivem da ajuda do Estado, mas não querem trabalhar. Depois do que se passou, é justo que os ciganos censurem Ventura por viver da atenção da comunicação social, mas recusar-se a dar espectáculo.

É curioso que Ventura critique os ciganos, uma vez que parece que é a eles que adquire a sua bazófia. Da mesma forma que os ciganos vendem ténis Riboc e polos Lascote, contrafacções das marcas verdadeiras, a bazófia que Ventura ostenta também é imitação bera. De longe parece um viril Mussolini autêntico, mas ao perto vê-se que afinal é um frágil Molussini de pechisbeque.
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