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José Rodrigues

Ideia para o Código

O mais patético foi o anúncio de criação de um Código de Conduta para membros do Governo.

José Rodrigues 8 de Agosto de 2016 às 01:55
Três secretários de Estado, dos Assuntos Fiscais, da Internacionalização e da Indústria, aceitaram convites para ir a Paris assistir a jogos do Euro 2016 a expensas da Galp, uma empresa privada que ainda por cima tem um enorme contencioso fiscal com o Estado. O caso não será crime, mas do ponto de vista ético é certamente condenável.

Perante o coro de críticas, o Governo tentou primeiro minimizar o assunto, e depois encerrá-lo com o anúncio da devolução do dinheiro das viagens à Galp, o que mais não foi afinal do que a assunção da culpa: se a aceitação dos convites foi natural e socialmente aceitável, como se alega, porquê devolver o dinheiro?! Mas o mais patético foi o anúncio de criação de um Código de Conduta para membros do Governo. Para já, porque é suposto que estes tenham um código de conduta, e bem rigoroso, mesmo que não esteja lavrado na pedra.

Ainda assim, deixamos uma sugestão para ser inscrita como princípio basilar no referido Código: perante uma oferta, e em caso de dúvida, um membro do Governo deve ter presente duas coisas (que aliás devem orientar qualquer governante em qualquer circunstância): sentido de Estado e bom senso. E basta.

Assuntos Fiscais Indústria Paris Galp Governo Código de Conduta política
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