Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
4
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

José Rodrigues

Juntar fraquezas

A decisão de renovar esta aliança que junta duas fraquezas levou tempo, mas era inevitável.

José Rodrigues 27 de Abril de 2015 às 00:30

Chamando a si o protagonismo no feriado do 25 de Abril, PSD e CDS anunciaram o acordo de coligação, no renovar de um ‘casamento’ que não é de amor mas de puro interesse. Para lá da provocação que constituiu a ‘apropriação’ da simbólica data, o anúncio representou um marcar de posição da maioria em resposta ao programa macroeconómico do PS que ela manifestamente encara como ameaça.

A decisão de renovar esta aliança que junta duas fraquezas levou tempo, mas era inevitável. Para começar, os dois partidos têm uma história comum – a condução dos destinos do país na era da troika –, que precisam de ‘vender’ ao eleitorado como uma história de sucesso. E depois há a contabilidade que coloca a coligação a uma distância curta do PS. Uma distância que pode ser alargada por efeito
do programa apresentado pelos socialistas, o qual se distancia da maioria por, sem negar a austeridade, se propor atenuá-la.

O cenário macroeconómico do PS tem fraquezas, mas sempre pode abrir um caminho novo. Resta à maioria elevar a parada, sendo certo que a defesa da austeridade que arde mas cura já não convence. 

Ver comentários