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José Rodrigues

Sem saída limpa...

O presidente da Caixa tinha a obrigação de saber que o banco é público.

José Rodrigues 7 de Novembro de 2016 às 00:30
Não vale um milhão de dólares, mas é a pergunta que se impõe: que poderosas razões terá o presidente da CGD para se recusar a entregar a sua declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional, cumprindo um dos principais deveres de um gestor público, a transparência? E isto mesmo depois de todos os partidos, reputados constitucionalistas, e até o próprio Presidente da República dizerem que tem de o fazer?

As razões de António Domingues não terão a ver com uma relutância em mostrar que é rico, pois é de calcular que o será. O que parece mais verosímil é que a sua recusa esteja ligada a garantias que lhe foram dadas, e que à luz da lei não podiam ter sido dadas (é a velha história dos políticos que julgam que a sua palavra é a lei…).

Porém, o presidente da Caixa tinha a obrigação de saber, por mais que o quisessem convencer do contrário, que o banco é público, a gestão é pública, pelo que teria forçosamente de responder perante todos os portugueses.

E agora? Das duas uma: ou Domingues engole o ‘sapo’ e fica para resolver o problema da Caixa, ou simplesmente vai-se embora. Qualquer que venha a ser o desfecho, uma coisa é certa: nem ele nem o Governo sairão limpos do caso.
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