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Leonardo Ralha

A bandeira na garganta

As imagens terão sido gravadas com telemóvel, com qualidade suficiente para noticiários.

Leonardo Ralha 30 de Janeiro de 2015 às 00:30

As imagens terão sido gravadas com telemóvel, com qualidade suficiente para noticiários. Mostravam soldados, prisioneiros, cabisbaixos e de joelhos, junto a homens de pé e com facas na mão. O chefe desses homens aproximou-se e...

Não, não degolou os prisioneiros, como teria feito se fosse um londrino ou parisiense convertido em executor do Estado Islâmico. Sendo um ‘separatista pró-russo’ de Donetsk, contentou-se em cortar a bandeira azul e amarela cosida no uniforme dos soldados e, entre insultos e ameaças, enfiar na boca de cada um deles o símbolo nacional da Ucrânia, forçando-os a engolir.

As humilhações aos soldados ucranianos capturados por grupos apoiados ou constituídos por militares da Rússia não é novidade. No ano passado, até houve um desfile de prisioneiros em Donetsk, sujeitos a insultos e agressões dos populares. Enquanto isso, no Ocidente, há quem assobie e quem acredite que os ‘fascistas de Kiev’ têm o que merecem.

Olhando o mapa-múndi, não há uma linha que separe Donetsk das zonas da Síria e do Iraque tomadas pelo Estado Islâmico. Muito pelo contrário, há uma linha reta de barbárie que as junta.

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