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Leonardo Ralha

E mais um morde o pó

Prince era um génio da música.

Leonardo Ralha 22 de Abril de 2016 às 00:30
Freddie Mercury, morto em 1991, aos 45 anos, devido a uma grande doença com um nome pequeno, cantou no refrão de ‘Another One Bites the Dust’ a lei inevitável da vida - acelerada nessa canção por "metralhadoras prontas a disparar" - de que "e mais um morde o pó".

Ontem foi Prince Rogers Nelson, de 57 anos, mais conhecido por Prince, ainda que a certa altura tenha preferido que o identificassem por um símbolo impronunciável. Era algo que conjugava a sexualidade masculina e feminina, mas na prática levou a que o tratassem por "artista anteriormente conhecido por Prince". Algo que só ficava bem no currículo do excêntrico entre excêntricos.

Também era um génio da música, capaz de agregar sonoridades diferentes, de criar canções tão memoráveis quanto ‘Purple Rain’, ‘Sign O’ theTimes’ e ‘When Doves Cry’, ou de se desviar para estradas menos movimentadas, só por gostar do percurso e da vista.

Prince mordeu o pó, talvez empurrado por outra doença com nome pequeno - se foi gripe, ‘flu’ só tem três letras em inglês -, mas como era um extraterrestre é possível que já esteja a tocar com o Ziggy Stardust de David Bowie. Com lotação esgotada, decerto.
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