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Leonardo Ralha

Homem das coelhinhas

A 'Playboy' foi vítima do seu sucesso na naturalização da nudez e do sexo.

Leonardo Ralha 29 de Setembro de 2017 às 00:30
Num mundo a preto e branco, ou até no mais contemporâneo mundo a cinzento e fúcsia, Hugh Hefner foi um vergonhoso explorador de mulheres ou um dos responsáveis pelo fim da repressão da sexualidade.

Sucede que o criador da 'Playboy', a quem a vida deixou envelhecer de roupão vermelho, foi as duas coisas.

Tal como, antes de enriquecer a oferecer aos compatriotas (e a homens dos outros países que foram tendo edições da revista ou importavam exemplares) os famosos pósteres nas páginas centrais com mulheres de formas generosas em nu frontal, Hugh Hefner foi um rapaz que casou virgem com a primeira namorada da sua vida.

Poder-se-iam escrever muitos tratados de Psicologia acerca do erotismo infantilizado das 'coelhinhas' que serviam bebidas nos clubes Playboy e que às vezes chegavam a 'playmates', tal como se poderiam escrever tratados sobre a dificuldade de pronunciar a frase "só compro a revista por causa das entrevistas" mantendo cara séria.

Seja como for, a 'Playboy' foi vítima do seu sucesso na naturalização da nudez e do sexo. Hugh Hefner, cujo mundo já não era deste reino, partiu antes de ser acusado de puritanismo.
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