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Leonardo Ralha

Olvidados pelo Óscar

‘Moonlight’ tem um grau de diversidade étnica comparável ao do Ku Klux Klan.

Leonardo Ralha 5 de Março de 2017 às 00:30
Ao contrário do que escreveu o fadista João Braga, incendiando as redes sociais por umas horas, não "basta ser-se preto ou gay para ganhar Óscares". Convém separar as águas.

Sendo certo que o mediano e cheio de boas intenções ‘Moonlight’ acabou por ser o Melhor Filme, depois do inédito engano no anúncio do vencedor, Viola Davis e Mahershala Ali, negros e heterossexuais, levaram estatuetas douradas para casa por excelentes interpretações em ‘Vedações’ e ‘Moonlight’, respetivamente. E a qualidade deve ser recompensada de forma daltónica.

Já o triunfo de ‘Moonlight’, cujo elenco tem um grau de diversidade étnica comparável ao do Ku Klux Klan, é a resposta à ‘brancura’ dos últimos Óscares e a prova de que uma minoria tem mais poder de reivindicação que outras. Os hispânicos são 17 por cento da população dos EUA, mas o último ator americano de tal grupo étnico nomeado foi Benicio del Toro, em 2003, e a última atriz foi Rosie Perez, em 1993. São eles os verdadeiros olvidados pela Academia.

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