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Leonardo Ralha

Ontem SCUT, hoje SGEAP

Portugal deve agora ter tolerância zero para as SGEAP.

Leonardo Ralha 4 de Abril de 2016 às 01:45
Nem todos os contratos implícitos implicam veículos motorizados, mas existe um contrato implícito sempre que um automobilista circula numa autoestrada.

Enquadrado no Código da Estrada, esse contrato implícito estipula que, em troca de um pagamento - nas portagens ou uns dias mais tarde, numa estação de correio -, seja possível ir de um ponto A a um ponto B, beneficiando de um traçado com mais retas do que curvas, de piso de boa qualidade e da existência de várias faixas de rodagem e de um separador central que praticamente impede a hipótese de colisão frontal, mortífera noutro tipo de rodovias.

Do contrato implícito entre as concessionárias e os automobilistas também consta a necessidade de as autoestradas não terem buracos. Sobretudo buracos com vários metros de comprimento e de largura, como o aparecido neste sábado na A14. Mesmo que se respeite o limite de velocidade de 120 km/hora, tamanho obstáculo pode facilmente provocar um acidente mortal.

Acabadas as autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT), Portugal deve agora ter tolerância zero para as SGEAP. Sem garantias de escoamento de águas pluviais, bem entendido.
Código da Estrada Portugal autoestradas condutores
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