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Leonardo Ralha

Raphael e Mickael

Esta foi a semana em que dois luso-franceses desafiaram a hegemonia noticiosa dos vistos gold.

Leonardo Ralha 21 de Novembro de 2014 às 00:30

Um deles, filho de português e de gaulesa, pouco fluente na língua de Camões, nasceu há 21 anos em Blanc-Mesnil, perto de Paris. Raphael Guerreiro deu nas vistas como lateral-esquerdo do pouco vistoso Lorient e, preferindo Portugal à França nos Sub-21, viu-se titular da Seleção graças às lesões de Coentrão, Eliseu e Antunes. Foi seguro contra a Arménia, em jogo de apuramento para o Euro, e providencial no particular com a Argentina, fazendo de cabeça o golo que selou a primeira vitória frente aos sul-americanos em 42 anos. O outro, filho de dois portugueses, de Champigny-sur-Marne, também perto de Paris, foi identificado pela família como um dos terroristas do Estado Islâmico que mataram soldados sírios num vídeo que é a prova de que o horror absoluto de uma execução bárbara pode ser coreografado ao ponto de parecer um musical de Busby Berkeley. Mickael dos Santos, de 22 anos, convertido ao Islão na adolescência, já negou, pelo Twitter, ser o barbudo que decapita uma das vítimas.

Tempos houve em que Mickael gostava de jogar futebol e vivia a 17 quilómetros de Raphael. E não há moral nesta história.

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