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Leonardo Ralha

Um clássico, seu camelo!

‘Pátio das Cantigas’ original tinha três génios da comédia.

Leonardo Ralha 26 de Julho de 2015 às 00:30
Muito se irá falar em comparações quando a nova versão de ‘O Pátio das Cantigas’ chegar aos cinemas, daqui a cinco dias, mas quem considerar sacrílego transpor Evaristo e Narciso para a Lisboa dos tuk tuk parte de uma enorme falácia.

‘O Pátio das Cantigas’ original tinha três génios da comédia (António Silva, Vasco Santana e Ribeirinho), cenas memoráveis (o candeeiro ambulante e a zaragata nos Santos Populares) e diálogos que se mantêm na ponta da língua desde 1942. No entanto, tem falhas no enredo e no elenco que o deixam quilómetros atrás de ‘A Canção de Lisboa’ e de ‘O Pai Tirano’.

Que um filme não precise de ser uma obra-prima para ascender a clássico é um dos mistérios insondáveis do cinema. Como diria o saudoso António Silva, gerações de "grandessíssimos e alternadíssimos camelos" assim o ditaram. Têm aqui um deles.

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O melhor de ‘O Pátio das Cantigas’ de Leonel Vieira é a reinvenção de Evaristo. Miguel Guilherme teve "cá disto" ao aceitar o desafio.
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