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Leonor Pinhão

Parentes pobres e ricos

Resta agora ver como irão os três gastar aquela massa toda

Leonor Pinhão 2 de Janeiro de 2016 às 01:11
Para Mário Figueiredo, antecessor de Luís Duque na presidência da Liga, são taxativamente "ilegais" os contratos assinados pelo Porto e pelo Sporting com as operadoras de televisão que lhes vão transmitir os jogos em casa por uma década. Em declarações a uma rádio, Figueiredo insistiu que a lei proíbe às administrações das SAD assumir compromissos que excedam o período de tempo dos mandatos para que foram eleitas. Assim sendo, percebem-se as razões que levaram à queda do ex-presidente: mau feitio e apego à legislação.
Mário Figueiredo, como estaremos todos recordados, foi forçado a sair intempestivamente da presidência da Liga sob a acusação de ter levado o futebol português à ruína através de políticas que tornaram os clubes incredíveis perante os parceiros comerciais em fuga. Sucedeu-lhe Luís Duque no cargo e, como estaremos todos uma vez mais recordados, acabou também o ex-dirigente do Sporting por se ver forçado a sair da presidência da Liga sob a não menos grave e fortíssima acusação de ter recuperado o bom nome e as finanças da Liga e de ter atraído novos parceiros para o sempre periclitante negócio do futebol português.
Mas não foi suficiente o esforço de Duque – a quem ninguém pediu opinião sobre o negócio das operadoras, o que se compreende – e sucedeu-lhe Pedro Proença – a quem também ninguém ainda pediu opinião sobre o mesmo negócio, o que já não se compreende. Proença foi eleito para a presidência da Liga empunhando a bandeira da modernização do futebol português e da centralização dos direitos televisivos. Para já, conquistou um parceiro importante, uma marca de indumentária chamada Under Blue ("azul por baixo", tal como o próprio Proença sugeria quando apitava jogos do Porto) que vai vestir árbitros, delegados e o staff da Liga em funções oficiais. Ou seja, entre os parentes pobres do nosso futebol, ninguém passará frio neste inverno.
Quanto aos parentes ricos, deliciam-se a contar as notas que lhes caíram pela chaminé e nenhum abdica de se considerar mais esperto e bafejado do que os outros. A competição entre milionários é sempre assim: ego, ego e mais ego. Resta apenas ver como irão os três gastar aquela "massa" toda.

Outras histórias
Memórias e maravilhas do fair-play
O treinador do Nacional disse que os benfiquistas comemoraram com tanto entusiasmo o golo de Jiménez para a Taça da Liga que até parecia que tinham ganho ao Liverpool ou ao Manchester United para a Liga dos Campeões. Não é verdade, mister Machado. Como não foi no século passado que o Benfica de Koeman venceu o Liverpool e o Manchester United na Luz, estão ainda frescas essas lindas memórias. Por estar mais gente nas bancadas – dada a reputação internacional dos adversários –, os festejos foram bem mais ruidosos do que os da noite de terça-feira quando o avançado mexicano fez o resultado ao cair do pano.
Manuel Machado, no entanto, tem razão quando afirma que os benfiquistas "vibram muito com tão pouco futebol". É verdade, chama-se paixão e opera milagres. Aparentemente, o treinador do Nacional vibrou mais com a derrota na Luz do que com a derrota em casa frente ao Porto, frente a Jorge Sousa e aos dois não-penáltis que, sorridente, partilhou com a comitiva portista no telemóvel. O fair-play é lindo.

Sobe e Desce
Sobe:
Pinto da Costa - Presidente sem idade
Quem disse que era preciso ser-se um "jovem" de 43 anos para que as fãs não dispensem as presidenciais fotografias de ocasião?

Bruno de Carvalho - Mensagem para o Dubai
Atenção: todo o prémio anual para uma Academia de formação deve ter em conta que CR7 chegou ao Sporting no fim do século XX.

Desce:
Luís Filipe Vieira - Atrevimento inqualificável
Vieira recebeu no Dubai o prémio para a melhor Academia de 2015, roubando à Academia do Sporting o seu galardão vitalício.

Pérola
"Assobiem muito, mas logo desde o início", Pinto da Costa
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