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Luís Campos Ferreira

PRIC

António Costa age como se o País fosse um recreio e os portugueses crianças.

Luís Campos Ferreira 16 de Novembro de 2017 às 00:30
Depois de ter ensaiado, com os seus amigos da extrema-esquerda, uma espécie de reedição do PREC (Processo Revolucionário em Curso), António Costa está agora empenhado em levar avante o PRIC, o Processo de Infantilização em Curso.

Não há memória no Portugal democrático de um primeiro-ministro que, como Costa, tão frequentemente recorra aos estratagemas mais infantis e pueris para justificar o injustificável e, sobretudo, para tentar livrar-se de apuros e de responsabilidades sempre que algo corre mal. Comporta-se, invariavelmente, como o miúdo que atira a pedra, esconde a mão e acusa o outro.

A culpa nunca é dele. Nunca reconhece a responsabilidade de nada que não seja positivo. É incapaz de pedir desculpas sinceras quando erra ou quando o cargo que ocupa o obriga a assumir as despesas da casa.

Veja-se a postura perante os incêndios, perante o roubo de armas em Tancos, perante o surto de legionella no Hospital de S. Francisco Xavier, perante o absurdo jantar da Web Summit no Panteão Nacional ou perante as exigências dos professores na progressão das carreiras.

A reacção é sempre, mas sempre, a mesma: "Quem, eu?! Eu não. Não tenho nada a ver com isso. A culpa é do governo anterior!"

Não se percebe se António Costa acredita mesmo que as pessoas alinham nestes seus joguinhos infantis. Mas percebe-se a ‘estratégia comunicacional’ que está por trás desta narrativa digna dos livros da Anita: é a constante relativização, desvalorização e desresponsabilização dos problemas, para que todas as atenções se concentrem apenas nas notícias boas e agradáveis.

A mesma praxis que o leva a ignorar ostensivamente as perguntas da oposição nos debates quinzenais. Ou que o leva a tratar assuntos de Estado com a maior das displicências ou falta de transparência.

É o PRIC de Costa: age como se o País fosse um recreio e os portugueses crianças.
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