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Luís Campos Ferreira

Trump Power

Homem de negócios pragmático, Trump ouviu o mercado e disse-lhe o que este queria ouvir.

Luís Campos Ferreira 10 de Novembro de 2016 às 01:45
Donald Trump passa diretamente da sua ‘penthouse’ na Trump Tower da 5ª Avenida, em Nova Iorque, para a Casa Branca, em Washington DC, símbolo do poder na América e no mundo.

Para trás fica uma campanha a muitos títulos inenarrável, o descrédito e o desdém de muitos, o rotundo falhanço das sondagens e uma Hillary Clinton (e o Partido Democrata e os seus apoiantes) cilindrada pelos acontecimentos.

Provavelmente vão passar os quatros anos do mandato de Trump a tentar perceber o que aconteceu. Trump venceu porque surgiu como o contrário de todos os outros candidatos e pelo seu forte discurso de contraste. Contraste com o que os outros dizem e com a forma como o dizem.

O cidadão comum queria uma mudança, queria votar em alguém diferente, queria uma voz que não dissesse o mesmo. Homem de negócios pragmático, Trump ouviu o mercado e disse-lhe o que este queria ouvir. Sem filtros, sem freios, sem cinzentismos, muitas vezes sem educação e sem verdade. Mas disse-o.

Por isso, para muitos, Trump é aquele a quem abriram as portas da Casa Branca mas que não convidariam para as suas casas. Mas talvez para muitos outros, Trump seja o homem de sucesso que admiram e aspiram imitar, e que confiam que será mais eficaz a gerir os seus interesses e os interesses da América. Ou a renovar o sonho americano, como o próprio disse no seu discurso de vitória.
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