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Mafalda de Avelar

O mundo já não será como 'antes'

Dois factos marcaram a semana: ‘Obama em Cuba’ e ‘Bruxelas no centro’, da Europa e do Terrorismo, que continua a escrever-se com letra grande no Mundo.

Mafalda de Avelar 28 de Março de 2016 às 11:35

1. Os dias de Obama em Cuba

Começou uma nova ‘wave’ (onda) de relações_político-económicas_no Mundo._Porquê?_Porque_Cuba_(já) ‘fala’ com os EUA. Barack Obama iniciou uma visita histórica de três dias a Cuba. Em 88 anos foi o primeiro presidente americano em solo cubano. Um passo decisivo para a reaproximação dos dois países. Uma mudança histórica no estudo das Relações Internacionais – e que tem enorme simbolismo e iguais consequências em termos de geoestratégia.  

2. Passos de aproximação

O primeiro sinal foi dado em 2013, no funeral de Mandela. Obama e Raúl Castro apertaram as mãos. Em 2014, Obama restaurou as relações diplomáticas . Em 2015, a bandeira cubana foi hasteada em Washington Dc. Passados 30 dias foi hasteada a bandeira norte-americana na embaixada dos EUA em Havana.

3. Obama dança tango

A chegar ao fim do seu mandato, Obama soma e (até) multiplica o dom natural populista que, juntamente com uma capacidade ímpar (em conteúdo e forma) de discursar, lhe valeu um lugar na Casa Branca. Agora de saída, viaja pelo Mundo e até dança. Na Argentina, tango. A viagem coincidiu com o aniversário do golpe de Estado de 24 de março 1976 que instaurou a ditadura (… as manifestações foram naturais…).

4. Odebrecht sem "filtro"

Na semana passada uma das frases em destaque, nesta coluna, foi a frase de Emilio Odebrecht, patriarca que ergueu a maior empresa de construção da América Latina e que referiu, em junho de 2015, quando o seu filho Marcelo foi detido, que "terão de construir mais três celas: para mim, Lula e Dilma". Esta poderia, na altura, ter sido (logo) entendida, em termos políticos, como a frase que colocaria a República brasileira em risco. Isto porque a lista de nomes envolvidos no esquemas de corrupção é grande. Nesta semana a lista de subornos da Odebrecht foi conhecida: 316 políticos de 24 partidos.

5. Lava Jato sem limites

No meio de uma grande crise político-económica e social, o Brasil vê-se no maior esquema de corrupção da América Latina. O caso Petrobras, que chegou a Portugal através da detenção de Raul Schimdt, dá provas de que não conhece fronteiras. Geográficas e partidárias. Em vésperas da decisão do PMDB (maior aliado do partido de Dilma no governo) sobre a manutenção ou não do governo, aparecem estas ‘sombras’ (a lista de subornos), que estão a assustar todos. Da direita à esquerda. Vamos lá ver como sairão desta Dilma, Lula e a Democracia.

6. Clinton e Trump vencem no Arizona

Mais a norte, nos Estados Unidos, a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump vencem as primárias no Arizona. Mas não em Utah e Idaho, onde, respetivamente, o democrata Bernie Sanders (no Utah) e o republicano Ted Cruz (em Idaho) mostram que ainda estão "politicamente" em jogo e vencem. Mas, nesta disputa, nas primárias, Clinton e Trump continuam a mostrar que "um deles" será o próximo residente da Casa Branca.

7. Capital da Europa e do medo

Bruxelas transformou-se numa cidade onde o medo falou mais alto do que qualquer instituição europeia. Capital da Europa unida, Bruxelas é também considerada, por muitos, um dos ninhos do terrorismo europeu. Os números do terror deste atentado falam por si: 34 mortos e 300 feridos, numa cidade "central" de um Estado federal com diferenças económicas, políticas e sociais, onde se falam diferentes línguas e onde as diferenças deveriam marcar pela positiva. Não pela negativa. Não pelo terrorismo. Não pelo medo.

8. Refugiados vs terroristas

Num momento em que a Europa vive uma crise humana sem precedentes, com a chegada de milhares de refugiados de zonas de conflito, existe, sim, uma confusão ‘enorme’ e ‘imensa’ entre refugiados e terroristas. A Europa está, sim, a fechar as suas fronteiras. E este caso merece uma atenção redobrada. Os atentados terroristas não ajudam, em nada, neste processo de inclusão.  

9. Erasmus está de luto

O programa europeu Erasmus é, sem dúvida, um grande programa que permite a milhares de estudantes universitários estudar fora e adquirir mais ‘mundo’. Nesta semana, o programa está de luto. Morreram 13 dos 60 estudantes Erasmus que viajavam de autocarro numa visita de estudo.

Mafalda de Avelar Sinais Globais
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