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Magalhães e Silva

Tortura

Afinal não chegámos ao fim da história, mas ao regresso dos Hunos.

Magalhães e Silva 29 de Janeiro de 2017 às 00:30
Questionado sobre tortura, Salazar esclareceu, lapidarmente: "(…) algumas pessoas indefesas não valem bem, não justifica largamente, meia dúzia de safanões a tempo nessas criaturas sinistras ?", onde até o contraponto pessoas indefesas/criaturas sinistras poderia enfileirar nos paradigmas de bem fazer publicidade enganosa.

Mas não nos iludamos: então, como agora, confrontado o homem comum sobre os safanões, a tempo, em terroristas ou em abusadores de crianças, o grosso da coluna dirá, exatamente, o mesmo que Salazar.

É por isso que o anúncio feito por Trump de que iria restaurar a tortura no combate ao terrorismo - pasme-se, porque é eficaz - tem, seguramente, o apoio de grande parte dos americanos.

Vale a pena perceber que a violência, e o seu grau mais desumano, a tortura, tem constituído a resposta do medo e da impotência aos grandes males, seja o terrorismo ou o abuso sexual. Pensava-se, todavia, que era função dos governantes, quando tinha sido possível que a maior parte dos países do mundo subscrevesse as convenções internacionais que proíbem a tortura, estar na primeira linha de combate a tal flagelo. Ficamos a saber que, ao invés, Trump é um dos seus arautos.
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