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Magalhães e Silva

A máfia

Se o rei não se protege, que admira se lhe dão xeque-mate.

Magalhães e Silva 22 de Outubro de 2017 às 00:49
O próprio primeiro-ministro concordará que o tratamento comunicacional dado à questão dos fogos, seja o de Pedrógão Grande, seja o de domingo passado, não faz jus à enorme experiência e habilidade política que se reconhecem a António Costa. Como nada admira que, artilhado em comunicação, diria mesmo, catedrático tanto como de Direito, Marcelo Rebelo de Sousa tenha feito mais um meritório show mediático.

Fora isto, que é do domínio, passe a expressão, de um luto perante a tragédia, convinha que o Governo desse, agora, sinais inequívocos de que vai enfrentar a máfia dos fogos.

O que só poderá ter êxito se houver coragem de fazer tábua rasa de proprietários de pinheirais e eucaliptais, de celuloses que deles vivem, de negócios a montante e a jusante do apagamento de fogos, e se programar a reflorestação em termos de o que ardeu ser substituído por tudo menos pinheiros e eucaliptos.

E depois, tenha-se a coragem, como sugeriu o biólogo e ambientalista galego Xabier Vásquez Pumariño, de pôr os proprietários de árvores e de matos, grande e pequenos, a suportar, de futuro, o custo do apagamento dos fogos.

As seguradoras aplaudirão, é certo, mas nós saberemos que se entrou no caminho certo.
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