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Magalhães e Silva

Ana Gomes e o Papa

Charlie Hebdo e a rua árabe, a mesma luta.

Magalhães e Silva 18 de Janeiro de 2015 às 00:30

Esta semana, Ana Gomes foi o bombo de festa dos bem-pensantes, porque afirmou que a austeridade contribuiu para a vaga terrorista e censurou a publicação, pelo Charlie, da representação de Maomé, vedada pela religião muçulmana.

Em viagem para as Filipinas, Francisco, que em S. Pedro anatematizara, sem qualquer ambiguidade, o atentado de Paris, censurou o insulto às religiões e, inoportunamente, justificou quem dá um soco para repelir uma ofensa. Sem que os bem-pensantes se atrevessem a atacar o Papa.

É que o repúdio do terrorismo contra a liberdade de imprensa, contra qualquer liberdade, não significa acordo com tudo o que se publica, ou com o modo como a liberdade é usada. Mas a bomba não é o modo civilizado de discordar: vejam-se as várias manifestações, no mundo árabe, de protesto contra a capa do Charlie.

Ora quem morre por Charlie, também tem de morrer pelas manifestações árabes. A liberdade é igual para tudo e todos.

Ana Gomes discorda da capa do Charlie. E está, obviamente, no seu direito. Quem a critica, também. Mas não tem razão. 

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