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Magalhães e Silva

Bataglia

Crime será ou não: mas que é tudo muito esquisito, é.

Magalhães e Silva 5 de Fevereiro de 2017 às 00:30
Fui notando, nos últimos meses, uma clara descida de tom na organização mediática da Operação Marquês. E isto por parte dos órgãos de comunicação social inequivocamente municiados pela acusação, que passaram a tratar do tema, ocasionalmente, e sem qualquer relevo, depois de meses a fio de primeiras páginas.

Sempre interpretei aquela organização mediática como sinal de fraqueza dos indícios existentes contra Sócrates, suprindo-se pelo julgamento na praça pública o que não seria possível nos tribunais do Estado. O silêncio, agora, era sinal de que alguma coisa tinha mudado.

Foi, por isso, com surpresa, que recomecei a assistir ao eco mediático do processo, com tudo quanto é comunicação social a relatar as declarações de Helder Bataglia.

Dá a sensação de que, ou se descobriu, enfim, ‘caça grossa’, e, sendo necessário mais tempo para investigar, se prepara a opinião pública para que o inquérito não finde, a 15 de março, ou não há qualquer certeza de que o eng. Santos Silva não tenha justificação bastante para os dinheiros que Ricardo Salgado lhe terá mandado entregar e, portanto, dá-se, mediaticamente, por certo, que eram para pagar os favores que o ex-PM teria feito na PT.
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