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Magalhães e Silva

Contra a lamúria

Combater a lamúria é enfrentar as razões de que nasce.

Magalhães e Silva 31 de Julho de 2016 às 00:30
O melhor treinador do mundo é português; o melhor jogador, também. Na recente escolha para a seleção da Europa, Portugal contribuía com quatro jogadores, seguido da Alemanha com três. E somos apenas dez milhões.

Quando a Chanceler veio dizer que trabalhávamos pouco, logo se lhe evidenciou que trabalhamos muito e bem mais que os alemães. Horta Osório preside ao Lloyds e com que sucesso (não confundir com o tráfico de influências do cherne, aproveitado pelo Goldman, a Cosa Nostra da banca).

Aos de sucesso, não temos dinheiro para lhes pagar; aos que trabalham mais horas que os alemães, paga- -se-lhes um quarto do salário germânico.

Está visto que o génio e a excelência não estão a coabitar com a produtividade, sem cujo incremento, nem teremos os génios cá nem pagaremos aos nossos trabalhadores pela medida do seu suor. É, por isso, tempo, de o Presidente da República, o Governo e os parceiros sociais, agora que a novela das sanções acabou, promoverem uma reflexão nacional sobre o tema e abram vias de aproveitamento das capacidades que temos e que a organização da economia está abafar. E depois, incluir as conclusões no pacote de negociações com Bruxelas, quando for dos fundos.
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