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Magalhães e Silva

Crispação

A crispação judiciária põe em risco uma justiça,de qualidade.

Magalhães e Silva 18 de Dezembro de 2016 às 00:30
Sempre me tenho oposto a qualquer guerra entre juízes e advogados: as guerras, sabe-se sempre como começam, mas ignora-se como acabam.
Advogando desde 1973, tenho uma longa experiência de respeito mútuo entre juízes e advogados, que se manteve até ao fim dos anos oitenta.

O boom processual que a democracia foi propiciando, a baixa qualidade média da advocacia, filha do negócio dos cursos de papel e lápis, e a formação no CEJ, que insuflava nos novos magistrados um espírito de casta superior, que tinha de conviver com essa coisa menor que são os advogados, trouxeram a crispação, que se mantém. Tenho, por isso, defendido quatro medidas: elevar o nível da advocacia, pela maior exigência no acesso à profissão; negociar com o CEJ uma modificação de paradigma; tornar os primeiros seis meses de estágio comuns a advogados e magistrados; e organizar equipas de juízes, advogados e MP, em quantidade suficiente para, semana a semana, percorrerem as comarcas do País e, em reunião com os locais, procurarem encontrar a via do reentendimento.

Que o novo Bastonário inicie uma nova abordagem e dê os passos necessários para acabar com esta crispação que inferniza o quotidiano dos tribunais.
CEJ crime lei e justiça País questões sociais judicial (sistema de justiça)
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