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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Magalhães e Silva

Cúmplices

É a liberdade de informar que recusa a notícia feita de orgia.

Magalhães e Silva 20 de Agosto de 2017 às 00:30
A 20 de abril, foi o atentado nos Campos Elísios. Que se esgotou nesse ato.

E todavia, no dia seguinte, estava montado, exatamente por todos os Campos Elísios, o circo da comunicação social, das TV do Canadá às da Austrália, a extorquir aos passantes um comentário sobre a véspera, para darem vida, no ar e em direto, a um acontecimento que fora, na véspera, mas que não era, a 21 de abril, senão na vertigem requentada dos repórteres de serviço à Étoile.

Agora é Barcelona, e a história repete-se, com noticiários sobre noticiários a dar conta de cada medo e de cada revolta, como se passasse pela cabeça de alguém que, salvo os terroristas, houvesse a menor hesitação sobre a censura a estas violências e sobre os receios que suscitam.

Ora o que é tão preocupante como os atentados terroristas é a comunicação social, com as TV à cabeça, porfiar em não ter em conta que estas intermináveis reportagens são exatamente a maior operação de propaganda a que os Daeshs deste mundo podem aspirar.

Convinha, por isso, que António Guterres puxasse dos galões e apelasse à comunidade internacional para que, sem silenciar atentados, deixasse de continuar a dar-lhes esta indecorosa cobertura mediática.
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