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Magalhães e Silva

Em defesa da honra

Detesto tanto o jornalismo militante como o subserviente.

Magalhães e Silva 24 de Janeiro de 2016 às 00:30
Em 1975, fui advogado de três amigos, presos no 11 de março. E intervim em mais três casos de prisão, em manifesto abuso de autoridade. Não estranhei, assim, que, em dezembro de 1975, a Ordem dos Advogados me contactasse para a representar em comissão que averiguaria irregularidades cometidas pós-25 de Abril.

Nesse dia, noticiava-se a prisão, em Custoias, do Comandante Almada Contreiras, tido como próximo do PCP. Respondi que aceitava, desde que a comissão averiguasse irregularidades cometidas até ao termo dos seus trabalhos, pois os direitos humanos de Almada Contreiras eram rigorosamente iguais aos de Kaúlza de Arriaga. O convite foi retirado.

Quando me pronunciei sobre ilegalidades no caso de José Sócrates, o que estava em causa era a defesa dos direitos das pessoas e os atropelos que estão a sofrer, não o destino pessoal do ex-primeiro-ministro.

Daí que, eleito pela AR para o CSMP, fique claro: (i) não fora a pertença a este órgão, e estaria na primeira linha a aplaudir uma acusação a Sócrates, se e quando formulada de acordo com as regras; (ii) não aceitei integrar o CSMP para atuar em favor do ex-PM, como, previsivelmente, atuariam contra os que afirmam que foi por isso e para isso que o PS me indigitou.
Ordem dos Advogados Custoias Comandante Almada Contreiras José Sócrates PS CSMP
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