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Magalhães e Silva

O BE e os reis

Não se opondo à cerimónia, bastava ao Bloco ter maneiras.

Magalhães e Silva 4 de Dezembro de 2016 às 00:30
Fui convictamente monárquico e, nessa qualidade, candidato a deputado da CEM, opositora da ditadura, nas legislativas de 1969. E a minha convicção fundava-se no facto de a representação do Estado e da Nação, para assegurar a unidade de ambos, ser melhor viabilizada por um poder que tirava a sua independência de um facto natural, o nascimento, desde que a sucessão dinástica fosse vivida, no País, com a naturalidade com que se respira, i.e., não fosse fator de confrontação ideológica a destruir a unidade da representação.

Ao tempo, cerca de 70 anos de República tinham transformado a questão de regime – Monarquia ou República – em motivo de confrontação ideológica, que anulava as virtualidades de ter rei.

A Monarquia Portuguesa nascera na História e na História morreria.

Vem isto a propósito de o BE recusar aplaudir os Reis de Espanha na sua ida à AR, por não aceitar a sucessão dinástica. Convém lembrar ao BE que a Monarquia espanhola, sendo criação antidemocrática de Franco, foi sufragada, em 1978, pelo Povo espanhol.

Podemos gostar mais ou gostar menos dos resultados de uma consulta democrática, mas, no âmbito das relações entre Estados, convém não ter tiques totalitários.
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