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Magalhães e Silva

Os pais de Cristo

No Charlie, não é Maomé que está bem, é o terrorismo que está mal.

Magalhães e Silva 28 de Fevereiro de 2016 às 00:30
Cresci num ambiente generalizado de chacota, dichotes e anedotas, em tudo que respeitasse à homossexualidade. As últimas décadas têm, porém, assistido a uma progressiva mudança na abordagem do tema, que de doença da personalidade, com estatuto psiquiátrico, passou a orientação sexual, logo, opção normal dentro da diferença. E no domínio da cidadania e do respeito pela pessoa, parece-me bem e saúdo esta fase da nossa civilização como um enorme progresso.

Dito isto, seria hipocrisia confundir o reconhecimento da diferença e a consequente legitimidade do seu estatuto com a estranheza que ainda me causam as manifestações físicas de afeto dos casais homossexuais e a exuberância de atitudes de muita homossexualidade masculina, que continua a ser motivo de chacota, a menorizar a seriedade dos afetos entre pessoas do mesmo sexo. Mais: com muita dúvida, aplaudo a coadoção. Ora, exatamente porque aprovo e respeito, é intolerável que o BE, a propósito da coadoção, faça graça com Jesus Cristo, Filho de Deus, e Jesus Cristo, filho adoptivo de S. José, como se as convicções religiosas da maioria dos portugueses não contassem quando está em causa a causa da coadoção.

Peçam desculpa, já!
BE Jesus Cristo S. José questões sociais
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