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Magalhães e Silva

Que feio!

O MP exigiu a prisão preventiva e o juiz carimbou.

Magalhães e Silva 14 de Junho de 2015 às 00:30
Em maio de 1985, foram colocadas grades na sala de audiências do Tribunal de Monsanto. Contactei Adelino Salvado, que presidia ao tribunal que ia julgar o caso FP-25, para lhe dizer que o meu constituinte, o padre Manuel Crespo – único réu não arrependido a ser absolvido em todas as instâncias – ou era julgado em liberdade, ou não era. E isto porque se pretendia justificar as grades com a perigosidade dos réus, como se grades defendessem do que quer que fosse. Tratava-se, tão-só, de amesquinhar. Sugeri, então, vidro à prova de bala. Salvado não hesitou; e sendo ministro da Justiça Mário Raposo, dois dias depois, saíam as grades e entrava o vidro.

O Ministério Público entendeu que a prisão domiciliária era suficiente para acautelar, quanto a José Sócrates, o risco de fuga e de perturbação do inquérito. O ex-primeiro-ministro recusou a pulseira eletrónica para controle da medida – o que é um direito seu. O Ministério Público exigiu, então, a prisão preventiva e o Juiz carimbou.

Se prisão domiciliária chegava, sempre controlável por vigilância policial, porquê a cela em vez do quarto?
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