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António Marinho e Pinto

A grande ilusão

Está em marcha uma gigantesca campanha de propaganda apoiada numa imensa teia clientelar criada em torno da Câmara de Lisboa.

António Marinho e Pinto 3 de Novembro de 2014 às 02:18

A comunicação social está a fazer um esforço tremendo para impingir António Costa ao povo português como se ele tivesse a varinha mágica para a solução dos problemas nacionais – como se ele fosse a salvação do país. Está em marcha uma gigantesca campanha de propaganda apoiada numa imensa teia clientelar criada em torno da Câmara de Lisboa, tudo para dar a vitória ao PS nas próximas eleições legislativas.

Não importa que grande parte dos problemas políticos e financeiros com que Portugal se debate tenha sido originada por governos em que Costa participou; não importa que o PS e um governo seu tenham criado no passado uma tal rede de promiscuidades políticas e económicas que levou à demissão do próprio líder socialista e primeiro-ministro de então. O que importa é que o PS chegue rapidamente ao poder para distribuir pela sua clientela faminta e vingativa os milhares de lugares bem remunerados no aparelho de Estado e empresas públicas.

Portugal tem sido, nos quase 40 anos de democracia, sucessiva e alternadamente, governado pelo PS e pelo PSD. Ambos, com a ajuda pontual do CDS/PP, são os grandes responsáveis pela situação em que estamos, porque sempre puseram os interesses das respetivas clientelas acima dos interesses do país.

A sede de poder dos novos dirigentes socialistas é tão forte que não hesitam em recorrer à mesma receita que com sucesso usaram para tomar o poder dentro do próprio PS: interromper a todo o custo mandatos democráticos, recorrendo, se necessário, à mentira, à calúnia ou à humilhação pública dos visados. O que é importante é que os restos do guterrismo e da tralha política de José Sócrates voltem rapidamente ao poder; o que é urgente é que o país volte a ser comandado por Mário Soares e a sua fundação, por Almeida Santos e os seus negócios, por Jorge Coelho e a Mota-Engil, por Manuel Alegre e o seu "resistencialismo antifascista" de há meio século; o que realmente interessa é que os enxames de incompetentes que gravitam em torno do PS possam ocupar depressa os cargos públicos que agora são ocupados pelos enxames de incompetentes que gravitam em torno do PSD e do CDS/PP. Já só falta que regressem Pina Moura e Armando Vara.

António Costa Câmara de Lisboa PS Portugal
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