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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

António Marinho e Pinto

Vilanagem

A democracia emergente do 25 de Abril de 1974 herdou da ditadura um Estado riquíssimo.

António Marinho e Pinto 11 de Maio de 2015 às 00:30

Os portugueses eram pobres e tinham de emigrar, mas o Estado possuía um património imenso, com centenas de toneladas de ouro no Banco de Portugal e um valiosíssimo acervo imobiliário.

Depois, devido à dinâmica da própria revolução democrática, constituiu-se um património empresarial imenso. Com as nacionalizações, o Estado formou um vasto império de empresas na banca, nos seguros, na energia, nos transportes, nas telecomunicações, etc. Empresas colossais e em regime de monopólio foram então criadas, tais como a EDP, a GALP, a Portugal Telecom, a CP, a TAP, entre outras.

Mais tarde, com a adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE), o País passou a receber avultadas quantias em dinheiro. Foram milhões e milhões de contos que entraram em Portugal vindos da CEE e depois milhares de milhões de euros vindos da União Europeia.

Infelizmente, todo esse património desapareceu. As empresas foram vendidas ao desbarato, depois de convenientemente desvalorizadas. As últimas estão agora em saldo. Em muitos casos, ficou a ideia de que a única preocupação dos vendedores era garantir junto dos compradores bons lugares para si próprios ou para as suas clientelas.

Quanto ao dinheiro vindo da Europa, muito dele foi gasto em obras megalómanas, na compra de fidelidades políticas, em eleitoralismo primário ou então desapareceu na engrenagem da corrupção. Tudo isso com a complacência das próprias instituições europeias, que nunca se interessaram na forma como o dinheiro era gasto desde que o governo português votasse de acordo com os interesses do eixo franco-alemão.

E, assim, ao fim de quarenta anos de governos PS, PSD e CDS, o País está à beira da bancarrota, com uma dívida pública colossal, os portugueses estão esmagados com impostos, os jovens voltam a ter de emigrar como os seus avós, e os idosos morrem abandonados e na solidão, muitos deles sem dinheiro para medicamentos.

Será que os portugueses vão finalmente entender que PS, PSD e CDS não são alternativas uns aos outros mas sim as causas dos nossos problemas?



Embaraços na comunicação

O primeiro-ministro mostrou o seu caráter ao elogiar publicamente Dias Loureiro

Elogios O primeiro-ministro, Passos Coelho, mostrou o seu caráter e os valores e princípios em que assenta a sua formação política ao elogiar publicamente Dias Loureiro, um homem que enriqueceu na política. Diz-me quem elogias, dir-te-ei quem és!


O líder do PS só convive bem com a liberdade de imprensa quando esta lhe é obsequiosa

Hábitos O SMS ‘privado’ enviado por António Costa a um jornalista do ‘Expresso’, a propósito de uma crítica pública à sua ação política, revela, no mínimo, que o líder do PS só convive bem com a liberdade de imprensa quando esta lhe é obsequiosa.



Tempestades na Europa e na Saúde

A Europa está a colher no mar Mediterrâneo as sementeiras de destruição, de fome

A Europa está a colher no mar Mediterrâneo as sementeiras de destruição, de fome, de miséria e de morte que alguns dos seus dirigentes andaram a fazer em África e no Médio Oriente, sobretudo no Iraque, na Líbia e, de alguma forma, na Síria.

O que é que se quer ‘moderar’? Que um doente vá ao médico ou a liberdade do ato médico?

Como entender o pagamento de taxas moderadoras que incidem sobre atos determinados por médicos, como análises e outros meios de diagnóstico? O que é que se quer ‘moderar’? Que um doente vá ao médico ou a liberdade do próprio ato médico?


Bloco de notas

Maniqueísmo Dizer que a crise é consequência do despesismo dos governos do PS é tão desonesto como afirmar que resulta apenas da crise internacional de 2008. Provêm de uma multiplicidade de causas, entre as quais avulta como dominante o despesismo incontrolado de sucessivos governos, desde os de Cavaco Silva até ao atual, passando pelos de Guterres, Barroso, Santana Lopes e Sócrates.

Figurões Durante os dois mandatos (quase seis anos) em que fui bastonário da Ordem dos Advogados, tive de ir, por imperativo do cargo, a muitas cerimónias, receções e atos públicos oficiais frequentados pelas elites políticas e financeiras. Quase sempre me sentia mal acompanhado, pois quando olhava à minha volta me interrogava a mim mesmo: qual destes figurões vai ser o próximo a ser preso?  

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