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Mário Nogueira

O que faz falta

Falta o compromisso de que os professores irão progredir.

Mário Nogueira 16 de Maio de 2017 às 00:30
Vinculação: os professores não são abrangidos pelo programa de combate à precariedade no Estado. Alegadamente porque têm mecanismos próprios de vinculação. É verdade. Falta, porém, o compromisso de que tais mecanismos serão acionados nos próximos dois anos.

Desgaste: é reconhecido o desgaste dos profissionais docentes, a ponto de o ministro afirmar ser necessário um "ajustamento funcional". Falta, porém, o compromisso de, na organização do próximo ano letivo, se preverem medidas que o concretizem e atenuem esse desgaste. Envelhecimento: até o relatório do PISA faz referência a este problema, que é causa de um conjunto de outros que afetam o dia a dia das escolas e o desempenho dos docentes. Falta, porém, o compromisso de, promovendo a renovação geracional, ser criado um regime especial de aposentação.

Carreiras: para 2018 anuncia-se o fim do congelamento que já dura há 7 anos, a que acrescem 2 anteriores. Falta, porém, o compromisso de que os professores irão progredir em 2018 e as verbas que se anunciam excluem-nos desse descongelamento. São estes os compromissos que os professores exigem e, por eles, irão lutar neste final de ano letivo.
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