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Mário Nogueira

Contradições ou não

Inflacionar notas dos alunos poderá ser estratégia.

Mário Nogueira 11 de Agosto de 2015 às 00:30
Ao eleger o resultado do exame nacional como padrão e mãe de todas as avaliações, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) nega o recorrente discurso da descentralização, do respeito pelos projetos educativos específicos e da importância de currículos individualizados.
Ao pregar aos sete ventos respeito pela educação inclusiva e, simultaneamente, submeter os alunos a processos universais de medição das aprendizagens onde prevalecem os exames, o MEC nega o discurso e deixa cair a máscara.
Ao falar em elevar qualificações e, nesse sentido, promover cursos vocacionais, profissionais duais e, no ensino superior, os TeSP, fica denunciada a hipocrisia do discurso do MEC.
Ao divulgar lista de escolas, quase todas privadas, em que inflacionar notas dos alunos do secundário poderá ser estratégia, fica a esperar-se uma intervenção que acabe com tal prática. Se tal não acontecer, então não há contradição, mas deliberada propaganda… como já acontece com os rankings.
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