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Mário Pereira

Braço de ferro psicológico

Campeão nacional será a equipa que tiver mais força mental.

Mário Pereira 8 de Abril de 2017 às 00:30
Benfica a FC Porto estão condenados a lutar ombro a ombro até ao derradeiro momento desta Liga. Faltam sete jornadas para o final do campeonato e o braço de ferro que entre ambos está montado parece mais equilibrado do que alguma vez esteve nos últimos tempos.

Após duas jornadas sem vitórias (mas também sem derrotas), e longe de se poder falar em minicrises instaladas, os dois pretendentes têm, aparentemente, um fim de semana menos complexo pela frente: Belenenses no Dragão e águias de visita ao terreno do Moreirense. Mas só aparentemente.

Os menos distraídos não deixarão de recordar que, já nesta época, Benfica e FC Porto saíram com amargos de boca de jogos com os adversários desta ronda. A equipa de Moreira de Cónegos, como se sabe, eliminou as águias da Taça da Liga. Já a formação do Restelo impôs dois empates sem golos, no espaço de três dias (Liga e Taça da Liga), em novembro último, aos azuis-e-brancos.

Quer isto dizer que, agora mais do que nunca, não há espaço para distrações na corrida ao título. Mesmo tendo em conta que as realidades do Moreirense e do Belenenses são outras. Certo é que, agora com estes rivais, mais à frente serão outros, o mínimo deslize pode ser fatal.

Uma escorregadela, pequena que seja, pode não ter emenda. E isto implica um esforço mental adicional. Desta forma, o desafio maior que se coloca até ao dia 20 de maio a Benfica e FC Porto, acima do repto físico ou do afronto tático, advém no plano psicológico. O mais forte, neste plano, será o novo campeão.


Casillas e Porto: um fator comum
No Porto, está provado, envelhece-se bem. Tal como o vinho que dá o nome da cidade ao Mundo, Iker Casillas, guarda-redes do FC Porto, está melhor a cada dia que passa. Já se tinha visto no jogo com o Sporting, voltou agora a ver-se contra o Benfica. A Liga portuguesa agradece.

Jonas como o algodão
Rui Vitória confessou que Jonas nem era para estar disponível para jogar na Taça, contra o Estoril. Acabou por ser ele a marcar o golo que, feitas as contas, valeu a qualificação do Benfica. 22 jogos, 12 golos. Jonas não engana.

Intriga com Ruiz
Dele se diz ser um falso lento. Porque, na verdade, tem bons pés mas não é propriamente um velocista. Alan Ruiz marcou cinco golos nos últimos sete jogos. Raramente faz 90 minutos. Um jogador intrigante no Sporting.
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