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Mário Pereira

Este país não é para velhos

Casillas e Júlio César têm más relações com os seus técnicos.

Mário Pereira 21 de Outubro de 2017 às 00:30
Casillas e Júlio César são dois dos mais distintos jogadores da Liga portuguesa de futebol. Às costas carregam legados de peso, culminados com presenças regulares nas balizas de duas das melhores seleções do Mundo, Espanha e Brasil, respetivamente.

Nesta semana foram ambos preteridos pelos seus treinadores e relegados para o banco dos suplentes na grande montra que é a Champions. Um local onde tudo tem mais visibilidade e impacto, o que confere um caráter de alguma humilhação às opções dos técnicos. Até porque nos dois casos foram trocados por jovens jogadores em estreia na competição.

Não está em causa o valor do barbudo José Sá nem do imberbe Svilar. Ambos mostram potencial para ter sucesso nas funções, por muitos e bons anos. Mas a forma como as duas situações foram geridas é o destapar de algo que, em surdina, já era motivo de conversas: Casillas e Júlio César têm más relações com Sérgio Conceição e Rui Vitória. Porque nunca é fácil ter no balneário dois senadores do futebol, com egos insuflados na medida exata dos anos que passaram, das honrarias que conquistaram e dos milhões que recebem.

Com o regresso do campeonato, neste fim de semana, tudo aponta para que os dois continuem a ver sentados os jogos do FC Porto e do Benfica. Se tal acontecer, é a oficialização do epílogo de dois brilhantes percursos. No futebol não há lugar para vacas sagradas. Mas Casillas e Júlio César mereciam mais respeito antes de serem atirados para o degredo do banco de suplentes.

Águia obrigada a ganhar
Duas vitórias nos últimos oito jogos. Eis o pecúlio do Benfica desde meados de setembro. A crise teima em não abandonar o balneário da Luz. Na Vila das Aves, as águias têm duas opções: ganhar ou ganhar. Qualquer outra ‘coisa’ deixa a nação vermelha à beira de nervos.

Dragão com fogo
O FC Porto perdeu a meio da semana na Liga dos Campeões mas Aboubakar continua a fazer o seu trabalho, tendo marcado mais um golo em Leipzig. Em onze jogos feitos nesta época marcou precisamente onze golos. É o motor da ambição dos dragões nesta época dentro do campo.

Leão de má sina
A sina do Sporting mantém-se. Jogo digno em Turim, com a Juventus, boa réplica, tal como aconteceu frente ao Barcelona... mas derrota no final. Leões sempre perto de algo que não acontece.
Mário Pereira Opinião
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