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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

Afinal, na investigação ao caso Banif nem tudo é o que parece... ser

Já existem políticos a treinar auxiliados por especialistas em comunicação.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 18 de Fevereiro de 2016 às 00:30
A Comissão Parlamentar de inquérito ao Banif, que no continente deverá começar após a aprovação do Orçamento do Estado, será um momento de acerto de contas pessoais e políticas. Entre o Governo de António Costa e o Executivo de Pedro Passos Coelho. Entre o ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal. Entre os administradores do banco madeirense e o seu presidente executivo.

Os principais protagonistas já estão a treinar e há já quem prepare o confronto com o auxílio de especialistas em comunicação.

Em todo este processo Banif, nem tudo o que parece é. Veja-se o caso de José Daniel Caires, que para a RTP deu a cara pelos lesados do Banif na Madeira, numa manifestação de rua onde foi exigida a devolução das poupanças investidas.

Este "porta-voz" de um novo movimento de lesados parece ser o mesmo que, em 2014, foi detido pela polícia brasileira por vender no "mercado negro" bilhetes para os jogos da seleção portuguesa no Mundial do Brasil.

Segundo uma notícia do Correio da Manhã da altura, Daniel Caires anunciou na rede social Facebook a venda dos bilhetes e foi detido em flagrante, num hotel de luxo em Brasília, quando entregava bilhetes para o jogo Portugal- -Gana ao preço de 200 euros cada (oficialmente custavam 20 euros).
Não será certamente com estes "lesados"que a comissão parlamentar de inquérito terá de se preocupar.

O que é preciso apurar muito bem é por que razão ninguém deu um murro na mesa da Direção-Geral da Concorrência em Bruxelas.

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Braço de Ferro: Feira Popular - Existem indícios de cambalacho no negócio imobiliário do ano  
Os terrenos da Feira Popular são alvo de enorme cobiça. Chineses, americanos e os suspeitos lusos do costume (sempre escondidos por parcerias internacionais) deixaram deserta a primeira hasta pública realizada em outubro. O mais estranho é que, antes do leilão, foram vários os contactos pessoais entre compradores e vendedor, o que deixava antever uma grande disputa. Na hora H ninguém apareceu. A explicação para quem está por dentro do negócio é a existência de um conluio entre os vários candidatos para fazer descer o preço... mas a resposta promete ser terrível .

O cromo da semana: o ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, reza aos céus para uma ajuda divina que modernize a linha de Cascais sem que exista uma concessão.
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