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Miguel Alexandre Ganhão

Quando o nome é um problema

Os bens de Aprígio santos valem bons negócios e o empresário tenta salvar o fundo imobiliário.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 7 de Novembro de 2016 às 00:30
Aprígio Santos construiu um império imobiliário à custa do crédito concedido por BCP e BPN. Hoje é um dos maiores devedores à Banca, com mais de 600 milhões de euros por pagar. Casas e terrenos estavam concentrados na sociedade Imoholding, gerida até junho deste ano, pelos filhos do empresário que se fartaram agora dos expedientes do pai. Aprígio procurou salvação no investimento chinês, mas o Wanda Group não se interessou pelo património do empresário.

Numa tentativa de salvar parte dos ativos, Aprígio colocou vários imóveis, entre os quais diversas casas da família, no Fundo Lusíadas, que foi gerido pelo Banif até à falência do banco, em 2015. Agora, o Fundo Lusíadas só tem Aprígio Santos como acionista e recorreu a um Plano Especial de Revitalização (PER).

Aprígio continua a passar pelos pingos da chuva. Enamorado por uma personagem do ‘jet set’ nacional, e a recuperar de um recente internamento hospitalar, tenta rentabilizar o mais possível os imóveis do fundo. Como ainda é presidente do Naval 1º de Maio (cuja SAD foi declarada insolvente já este ano), conseguiu que um armazém que detém na Figueira da Foz, e que faz parte do fundo, servisse de abrigo para que os jogadores do clube tivessem onde dormir.

Quem já não esconde a revolta por toda esta situação é a família do empresário. Despojada do património, que filhos e genro tentaram defender até ao fim e pelo qual responderam muitas vezes em tribunal, querem construir um futuro diferente, apesar do nome que carregam.
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