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Miguel Alexandre Ganhão

Quanto vale um pontapé?

Existem pontapés que ficam para a história.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 6 de Maio de 2017 às 00:31
Existem pontapés que ficam para a história. O pontapé de Éder no Stade de France que nos deu a vitória no Euro 2016 não tem preço.

O pontapé de Éric Cantona a um espectador no jogo entre o Crystal Palace e o Manchester United acabou com a carreira e construiu o mito do ‘jogador rebelde’.

Mas há outro tipo de ‘pontapés’, também eles igualmente importantes e, muitas vezes, dolorosos, que são dados em sentido figurado. Foi um desses que sentiu Francisco Machado da Cruz, o contabilista que durante anos foi responsável pelas contas de várias sociedades do Grupo Espírito Santo (GES). E que por respeito a Ricardo Salgado conseguiu ocultar 13 mil milhões de euros do Banco de Portugal e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Francisco Machado da Cruz esteve estes últimos dois dias no Tribunal da Concorrência, em Santarém, cara a cara com o seu antigo patrão. Ao fim de 22 anos a trabalhar para a família Espírito Santo, o homem de confiança de Salgado não escondeu a emoção quando desabafou perante os juízes: "Deram- -me um pontapé!" E estes são daqueles que se pagam muito caro e durante muito tempo.
Miguel Alexandre Ganhão opinião
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