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Miguel Alexandre Ganhão

Um ‘Rito Português’ pouco pacífico

O Grão-mestre decidiu proibir o novo rito e encerrar as lojas que o praticavam.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 30 de Junho de 2016 às 00:30
A introdução de um novo rito maçónico, o ‘Rito Português’, com símbolos e regras próprias, está a causar uma verdadeira guerra na Maçonaria Regular que já levou a expulsões e à suspensão de vários membros. A proibição foi reiterada há poucas semanas, quando ocorreram as eleições para a Grande Loja Legal de Portugal/ /GLRP que reconduziram Júlio Meirinhos como Grão-Mestre, derrotando a candidatura de Rui Paulo Figueiredo.

Tudo terá começado há cinco anos, quando o anterior Grão-Mestre, José Moreno (que uniu a Grande Loja Legal de Portugal com a Grande Loja Regular de Portugal), autorizou a prática do ‘Rito Português’, embora não tenha formalmente assinado os respetivos documentos. Entusiasmados com a possibilidade de praticar o novo rito, vários ‘irmãos’ adotaram aquelas práticas em meia dúzia de lojas.

No entanto, quando foi eleito pela primeira vez, em junho de 2014, Júlio Meirinhos decidiu proibir o ‘Rito Português’, o que gerou uma grande insatisfação na Maçonaria Regular. Alguns ‘irmãos’ chegaram mesmo a desafiar as ordens do Grão-Mestre, pedindo explicações, uma regra que nunca se quebra na Maçonaria. Foram dadas ordens para a passagem para o ‘Rito Escocês’, mas Júlio Meirinhos foi mais longe e decidiu encerrar várias lojas que praticavam o ‘Rito Português’, além de abrir vários processos disciplinares. Ontem mesmo, existiu um importante encontro onde este tema foi discutido.
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