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Miguel Azevedo

À salvação dos canas rachadas

Nicole Eitner é dona de uma daqueles vozes que embalam o berço.

Miguel Azevedo 18 de Junho de 2016 às 01:45
Retiro...
Já por aqui falei dela algumas vezes. Filha de mãe portuguesa e pai alemão, Nicole Eitner é uma cantora que "pensa e sonha em alemão, mas sente e emociona-se em português", que trocou a Alemanha por Portugal contrariando a ideia de que só "podia ser alguém" por… lá.

Nasceu na floresta negra, mas hoje respira a luz de Lisboa com uma notável tendência para fazer canções (continuo a dizer que ‘Forgotten Places’ é para mim uma das mais belas canções feitas nos últimos anos fora do circuito anglo-saxónico da música pop alternativa).

Com o inseparável piano, que a acompanha desde os cinco anos, Nicole Eitner é dona de uma daqueles vozes que embalam o berço. Professora na ETIC, cita a cantora norte-americana Joe Estill para lembrar que "toda a gente sabe cantar e todos nós nascemos com uma voz bonita".

Ora, serve isto para dizer que nos próximos dias 22 e 24 Nicole Eitner propõe-se ajudar a descobrir a voz dos outros através de um retiro, a ter lugar no Solar da Quinta do Pouchão, em Abrantes. O ‘curso’ está aberto, segundo diz a própria, mesmo àqueles que se acham uns "canas rachadas" ou que "acham que só sabem desafinar".

Homenagem...
No dia em que passam seis anos sobre a morte do escritor português José Saramago, a cantora angolana Aline Frazão canta hoje na Fundação Saramago, numa apresentação a solo (voz e violão) propositadamente concebida para esta ocasião.

Entre outras canções, na Casa dos Bicos, estará em destaque aquele que foi o último tema que Aline Frazão compôs para o seu disco gravado na ilha escocesa de Jura, o belíssimo ‘O Homem que Queria um Barco’, inspirado em ‘O Conto da Ilha Desconhecida’, de José Saramago.
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