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Miguel Azevedo

Histórias de um festival

Antony and The Johnsons foi a contratação mais difícil de fechar para a edição deste ano do NOS Primavera Sound. 

Miguel Azevedo 30 de Maio de 2015 às 00:30

Logística... Quando percebeu que não conseguiria editar o novo disco antes do festival, como estava previsto, Antony Hegarty, o músico que lidera o projeto, ainda pensou em desistir da vinda a Portugal, mas a produção convenceu-o a realizar um espetáculo especial com orquestra, uma logística elaborada que o vai fazer aparecer em palco com mais de 50 músicos. Os ensaios vão decorrer durante dois dias na Casa da Música, no Porto.

Azáfama... Os britânicos Ride são o exemplo do corrupio que é a vida de uma banda que se desdobra entre festivais e concertos em todo o Mundo. O grupo, que tocou ontem no Primavera Sound de Barcelona, atua segunda em Brooklyn (EUA), terça em Toronto (Canadá), quinta viaja para Nova Iorque (EUA) e sábado apanha voo para o Porto. Chegam a Lisboa de manhã, vão diretos para o hotel no Porto, dormem, fazem linecheck, tocam e saem do palco diretos para o aeroporto de voo privado para Londres, onde tocam no dia seguinte.

Elogio... Habituados a grandes festivais como Glastonbury, Coachella ou Lollapalloza, os Interpol são fãs do Primavera. "Nestes festivais mais pequenos sente-se que as pessoas vão lá pela música e pela cultura. Até do palco nós percebemos o interesse das pessoas. Há mais pressão (no bom sentido) para os artistas. Para mim é um dos melhores festivais do Mundo, sem dúvida", diz Sam Fogarino.

Jogo... À produção, os Interpol pediram uma mesa de pingue-pongue para jogarem com outras bandas. Dizem eles que "o ambiente melhora em flecha". Preferiram também hotel na Baixa do Porto. 

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