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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Azevedo

O Princ(ip)e perfeito

Morreu prematuramente como, de resto, todos os grandes génios e ícones da música.

Miguel Azevedo 30 de Abril de 2016 às 00:30
Memórias... Morreu prematuramente como, de resto, todos os grandes génios e ícones da música (só este ano os deuses já nos levaram, entre outros, David Bowie,  Gleen Frey, fundador dos Eagles, e George Martin, conhecido como o quinto Beatle). É quase como se partir antes de tempo fosse um pré-requisito para figurar na galeria dos eternos e dos imortais. Prince morreu aos 57 anos, quando ninguém o esperava. Resta lembrar a sua vida e a sua obra e lamentar o seu desaparecimento. Perante as especulações que logo vieram a lume sobre as circunstâncias da sua morte, o advogado apressou-se a garantir que o músico nunca utilizou drogas. Prince era sim viciado em trabalho, um resistente, um antissistema, alguém que não hesitava em declarar guerra às editoras, à indústria em geral, às plataformas digitais de venda de música, sempre pela verdade e nada mais do que a sua verdade. Quase a propósito, o antimonárquico Morrissey lembrou já esta semana que Prince era mais real do que a rainha de Inglaterra. Aquilo que se sabe é que o músico trabalhava como poucos, sempre para ser inesquecível. "Nos primeiros anos, quando comecei a fazer concertos, nunca fiz turismo. Concentrava-me sempre no trabalho. Eu só queria detonar e sair da cidade", disse um dia. Chegou a noticiar-se que Prince andava a trabalhar mais de 100 horas seguidas. Era um perfeccionista, um caprichoso sofisticado, um minucioso com o seu trabalho. Para memória futura ficará o dia em que atuou na praia do Meco com Ana Moura. Quando todos esperavam um dueto, Prince remeteu-se à guitarra como figura secundária, sempre atrás da sua amiga portuguesa. Ficou a explicação de que não houve tempo para ensaios. E para Prince nada poderia ser menos do que perfeito…
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