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Octávio Lopes

A triste história da Taça

O objetivo de qualquer desporto deveria ser sempre a vitória.

Octávio Lopes 22 de Outubro de 2016 às 00:30
Aideia de as equipas dos escalões secundários receberem as da I Liga numa das eliminatórias da Taça de Portugal é boa. Ponto final. Mas a regra deveria ser rígida. Isto é, deveriam ser proibidas as mudanças de recinto. Se um campo não tem condições para as transmissões televisivas, paciência. Não tem cadeiras, paciência. Não tem torniquetes, paciência. Só lá cabem mil pessoas, paciência.

Tem relvado sintético, paciência. Não tem camarotes, paciência. Os balneários só têm água fria, paciência. Se para receber qualquer uma das equipas da I Liga são necessárias todas as condições referidas em cima e o recinto não as tem, então esse clube não deveria participar na Taça de Portugal. É duro? É.

A questão do dinheiro, todavia, também é importante. Contudo, o objetivo de qualquer desporto é a vitória. Porém, alguns dirigentes parece que têm colocado o dinheiro acima de tudo. Porque a receita paga a época, as contas da água, da luz. Esses, tudo indica, estão-se nas tintas para o tal objetivo de qualquer jogo digno desse nome: ganhar.

Bons tempos aqueles em que clubes como Sp. Covilhã e Oriental, por exemplo, só pensavam em tirar todo o partido dos campos pelados em que recebiam os primodivisionários – fossem grandes ou menos grandes – para lhes tentarem ganhar. Nesses tempos, pelos vistos, o dinheiro não era tão importante.
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