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Octávio Lopes

Os ratos que a montanha pariu

Do apito Dourado aos e-mails de missas (jogos) com padres (árbitros).

Octávio Lopes 10 de Junho de 2017 às 00:30
Prostitutas, visitas guiadas de um árbitro a casa de Pinto da Costa, entre outros mimos do Apito Dourado relacionados com o FC Porto, deram, apenas, em seis pontos ‘inofensivos’ tirados à equipa - ganhou na mesma o campeonato - e uma suspensão de dois anos ao líder do clube.

Pouco, muito pouco, tendo em conta tudo o que se ouviu nas escutas. E houve um árbitro, Jacinto Paixão, que teve tanto medo que até fez um vídeo tipo confissão/testamento. No fundo, bem lá no fundo, a montanha pariu um gigantesco rato.

Se fosse em Itália ou em França, o FC Porto tinha ido parar à II Divisão. Mas, por cá, um país de brandos costumes, discutiu-se a validade das escutas, com vários tribunais metidos ao barulho, e não se castigou como devia o que se ouvia e não se acreditava, embora quase todos desconfiassem que aquilo era mesmo assim. Ou seja, valia tudo para ganhar.

Agora, novo caso de aparente e alegada corrupção, que envolve o Benfica. "Hoje, quem nos prejudicar (árbitros), sabe que é punido. (...) Quanto às missas (jogos), temos bons padres (árbitros) para todos", pode ler-se num suposto email de um ex-–árbitro a um funcionário do Benfica. Quem gosta de futebol exige que haja resposta a uma simples pergunta: tem havido mesmo padres a darem títulos ao Benfica? Se houve, que a montanha não volte a parir um rato.
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