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Padre António Rego

Novos sinais de Deus

Não conseguimos vislumbrar de imediato o profeta.

Padre António Rego 9 de Maio de 2017 às 00:30
A 13 de maio de 1956, veio a Fátima o Cardeal Roncalli, então Arcebispo de Veneza. Lembro-me perfeitamente da notícia: "Para sucessor de Pio XII foi eleito João XXIII."

Não tínhamos posto essa hipótese. Era o antídoto: velho, gordo, desajeitado. Mas sorridente, afetuoso no olhar. Não vislumbrámos de imediato o profeta. Mas aconteceu o anúncio dum Concílio Ecuménico que duraria até 1965 e daria à Igreja um renovado impulso.

Passados estes anos que vivi e testemunhei, diria que estamos na segunda volta com o Papa Francisco. O Concílio continua o seu percurso e é este homem, vindo da América Latina, que retoma corajosamente o espírito de João XXIII sobre a Igreja e sobre o mundo.

Aconteceu Paulo VI, sábio e prudente, que soube dar continuidade, num estilo próprio, às portas que João XXIII abriu. Dir-se-ia que se tornou imparável o renovamento na liturgia, na atividade missionária, no empenhamento social, na espiritualidade e no laicado.

Como na perceção do mundo que sofreu alterações mais rápidas que em séculos da história. E a Igreja através destes profetas foi procurando convergências com os sinais de Deus. Tudo isto passava e passa por Fátima, que João XXIII, antes de ser Papa, visitou.
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