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Correio da Manhã

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Paula Varandas

Novos filhos

Usam-se os filhos para atingir quem, um dia, amámos.

Paula Varandas 30 de Janeiro de 2016 às 00:39
Com a alteração à lei das responsabilidades parentais (Lei 141/2015, de 8 de setembro), um novo cenário se avizinha nesta área tão sensível da nossa sociedade.

Os novos filhos são, por regra, o produto de uma geração que se está a degradar no que toca ao essencial. Usam-se os filhos para atingir quem, um dia, amámos, para dar lugar a lutas sem fim nos tribunais, ignorando por completo o real interesse da criança ou do adolescente.

Tratam-se de ex-casais que se esqueceram do mais importante: os seus filhos.
Portadores de mágoas, rancores, conflitos emocionais "inultrapassáveis", é nos filhos que depositam muitas vezes "a sede da vingança" um contra o outro.

O que releve para a grande maioria destes pais é o puro narcisismo.

A Lei 141/2015 veio facilitar a intervenção dos filhos a partir dos 12 anos no que toca a terem uma palavra a dizer.
Mas, sem ser obrigatória a constituição de um advogado nestes processos, de que pode adiantar a predominância do discurso oral quando, afinal, dever-se-ia primeiro tratar os adultos para, depois sim, estar-se em condições de zelar pelo bem-estar dos ‘novos’ filhos. Porque é o que mais importa.
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