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Paulo Fonte

A História é tramada

Isto de andar na política tem muito que se lhe diga.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 20 de Outubro de 2016 às 01:45
Isto de andar na política tem muito que se lhe diga, e é necessária uma grande dose de representação, nuns casos, de amnésia, noutros, para se proferir discursos fluentes e cheios de convicção fazendo tábua rasa do passado.

No caso, a ex-ministra das Finanças pegou numa esponja e vai de apagar a sua responsabilidade. Numa avaliação ao Orçamento do Estado, nem faltaram lamentos quanto à "injustiça social", tema caro à esquerda mas que PSD e CDS não perdem oportunidade de agarrar quando a ocasião permite.

Fala então Maria Luís Albuquerque, entre outras coisas, num orçamento de "ficção" e de "curtíssimo prazo". O futuro o dirá, mas a antiga governante esquece-se de que quanto a orçamentos pouco consistentes e em permanente evolução ninguém bate o seu partido.

Entre 2011 e 2014, o governo de Pedro Passos Coelho elaborou oito Orçamentos do Estado retificativos - dois em cada ano -, o que o coloca como o governo da democracia que mais vezes alterou a lei onde estão inscritas as previsões das receitas e despesas públicas. Numa só legislatura, Passos foi o único primeiro-ministro que, todos os anos, alterou o orçamento mais do que uma vez. Eram outros tempos, é certo, mas aconteceu.
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