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Paulo Fonte

O Paulo e o Portas

Foi um Paulo Portas sem noção do tempo – "não tenho relógio" – mas com uma prodigiosa memória seletiva aquele que discursou na rentrée do partido nas escolas de quadros do CDS-PP.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 18 de Setembro de 2014 às 00:30

Não se sabe quem esteve no encontro. Se o Paulo que falou de impostos e lavoura e enalteceu o poder dos compromissos com um discurso de Estado, se o Portas que há pouco mais de um ano apresentou a demissão do Governo, "irrevogável", em desacordo com a escolha de Maria Luís Albuquerque. Se o Paulo responsável, se o Portas autor de uma crise política e com uma interpretação muito lata do sentido das palavras.

Quem ouviu o vice-primeiro-ministro não tem razões para duvidar de que Portas e Passos Coelho interpretam na perfeição o papel de polícia bom e polícia mau. O primeiro-ministro dispara impostos como se brincasse numa consola; o seu colega mais à direita defende a moderação fiscal como sinal de recompensa pelo esforço da classe média. No final os presentes na sala adoraram as palavras, a já agoniante selfie foi tirada e os jovens foram para casa com um diploma e a secreta esperança de um dia seguirem os passos do governante amigo de Coelho. Os trabalhos decorreram em Peniche.

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