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Paulo Fonte

Portugal profundo

A tortura de um gato acontece sob um qualquer regime de exceção desconhecido, mas bem real em Mourão.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 2 de Julho de 2015 às 00:30
A coberto da palavra ‘tradição’, a tortura de um gato acontece sob um qualquer regime de exceção desconhecido, mas bem real em Mourão. Barrancos não está sozinha nesta paragem no tempo. E a Idade Média mostrada através de um vídeo deixa em aberto uma outra questão, a de saber quantos casos semelhantes com maus-tratos a animais ainda acontecem num Portugal profundo – há quem lhe chame atrasado.

Talvez tudo isto não passe de um devaneio daqueles que elegem a civilização contra a barbárie. Bem vistas as coisas, como defende a população, "nunca morreu nenhum gato" e o último que teve a honra de participar na festa "está bem". E mais: o animal é o mesmo usado "há três ou quatro anos" e, que se saiba – mas depois de se ver a alegria das pessoas com o cruel espetáculo tudo é possível –, o bichano nunca apresentou queixa à GNR por violência.

A lei que criminaliza os delitos contra animais está em vigor e prevê que "quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão". Perante isto, faça-se justiça.
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