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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Paulo Fonte

Um regime de exceção (dizem)

Num jogo, o vídeo-árbitro foi uma maravilha. no outro, nem tanto.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 2 de Setembro de 2017 às 00:30
Estamos no ano 2017 d.C. Todos os campos de futebol da I Liga estão policiados pela tecnologia do vídeo- -árbitro? Todos? Não! Aqueles onde, todas as semanas, joga o campeão nacional gozam de um regime de exceção - isto dizem os rivais -, com vista a beneficiar os que vestem de encarnado. Astérix e Companhia são figuras divertidas e continuam a encantar, mas neste caso do VAR temos outros autores capazes de criar histórias destinadas a fazer rir a bandeiras despregadas o mais sisudo adepto.

Senão, veja-se. O Sporting venceu o Estoril, no período de descontos foram anulados dois golos, um para cada lado. O dos canarinhos aconteceu aos 90’+5, já Jorge Jesus batia no banco em desespero. Muito bem. Se foram anulados, foram-no bem. E disso fez saber Bruno de Carvalho, perdão, a comunicação do Sporting. Com exaltações à "ferramenta indispensável" e um pedido para que "não haja ninguém a fugir à ajuda da tecnologia". Até aí tudo certo – embora fiquem dúvidas que o discurso fosse tão magnânimo, caso os ‘leões’ não arrecadassem os três pontos. A porca só torce o rabo quando se aborda o jogo do Benfica. E, sobre isso, já não há vídeo-árbitro que sirva e o penálti assinalado pela falta cometida sobre Jonas merece as habituais ironias. Mas, afinal, onde páram os apelos quanto à credibilidade do futebol?
Paulo Fonte Opinião
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