Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
6
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Paulo João Santos

Sem asas para voar

A TAP teve nos últimos dois anos prejuízos de 100 milhões em cada um.

Paulo João Santos 27 de Maio de 2020 às 00:31
A intervenção que o Governo prepara na TAP deve deixar-nos a todos preocupados. Não são os mil milhões previstos para a primeira fatia que inquietam, mas a dimensão do bolo.

Se o Novo Banco só ficou com o melhor do BES e já vai em sete mil milhões de prejuízos acumulados, da forma como está o setor da aviação temo que rapidamente se chegue a esse valor. Uma coisa é apoiar as empresas e dar conforto aos trabalhadores em momentos como o que atravessamos - e que nos apanhou a todos de calças na mão; outra é injetar dinheiro dos contribuintes até que o náufrago seja descoberto e salvo, mesmo que não haja a mínima noção onde está e se o encontramos com vida.

Nos últimos dois exercícios anuais, 2018 e 2019, a TAP registou prejuízos superiores a 100 milhões de euros em cada um. Este ano, com a pandemia, será de deitar as mãos à cabeça.

Ninguém nega que TAP desempenha um papel importante no contexto dos países de língua portuguesa e da população emigrante. E também é verdade que há empresas que o Estado tem de manter pelo papel social que desempenham. Mas quando se transformam em poços sem fundo deixam de fazer sentido.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)